Afoxé Ylê de Egbá

A Força de Uma tradição Viva em Danças, Ritmos e Cores Contagiantes!

"Para tudo tem dança. Só não dança quem não tem vida", diz Dito D'Oxossi, líder do grupo Ylê de Egbá. Com 17 anos de fundação, o Ylê é um legítimo herdeiro das tradições das nações africanas que vieram como escravas para Pernambuco, Estado do Nordeste do Brasil. Trazidos para trabalhar nas plantações de cana-de-açúcar, aos poucos os escravos africanos foram procurando formas de viver a sua cultura, ao mesmo tempo em que conheciam as manifestações indígenas e européias. Esta mistura deu origem a tradições brasileiras, como o maracatu e o afoxé.

Esta vivência de tradições centenárias é defendida no dia-a-dia pelo grupo Ylê de Egbá. Sediado no bairro carente do Alto José do Pinho, em Recife, capital de Pernambuco, o Ylê tem um importante trabalho sócio-cultural junto à sua comunidade, ensinando crianças e adolescentes da região não só a tocar e a cantar como também a história das diversas nações africanas que vieram ao Brasil.

Alguns destes jovens já compõem o grupo, garantindo assim a continuidade do trabalho do Ylê de Egbá.

O grupo atualmente tem importante destaque dentro da cultura pernambucana. Durante o Carnaval, data de grandes festividades na região, o Ylê de Egbá arrasta atrás de seu cortejo uma multidão, que vibra ao som dos toques do afoxé, do maracatu e de outros ritmos pernambucanos de origem afro.

O Ylê de Egbá já viajou para vários estados do Brasil, tendo se apresentado no Mercado Cultural em Salvador e no Fórum Cultural Mundial em São Paulo. No último verão europeu, o grupo foi uma das principais atrações da 1ª Feira Cultural de Serpa, em Portugal, no qual fez shows, desfiles e ministrou oficinas de dança e percussão.

Em seu novo espetáculo, "Cantos de Nação Africana", O Ylê de Egbá resgata as tradições das várias nações africanas que vieram ao Brasil. Os cantos e danças do Ylê de Egbá estão presentes, celebrando os elementos da natureza, em um espetáculo vibrante de cores, ritmos e danças.

Os instrumentos percussivos (agogô, xequerê, atabaques e batás) mostram a força dos ancestrais, enquanto os cantos celebram uma tradição viva de reis africanos que viraram escravos no Brasil, mas não perderam o orgulho por sua cultura.

O espetáculo começa com a criação do mundo na visão da nação Yorubá apresentada pelos bailarinos, mostra as danças e ritmos tradicionais africanos e em seguida o resultado da fusão destes com outros elementos, como o maracatu, o afoxé, o maculelê, o eleguá. Tudo acompanhado vivamente pelos bailarinos e pelo público, pois na visão do Ylê "Sem música, não há dança. Sem dança, não há canto. Sem canto, não há alegria nem harmonia. Por isso, nosso povo é alegre, feliz e guerreiro".