Lia de Itamaracá

Nascida na Ilha de Itamaracá, de onde herdou o nome artístico, Maria Madalena Correia do Nascimento, ou simplesmente LIA começou a cantar ciranda desde os 12 anos e não parou mais. Aos dezoito anos, em parceria com Teca Calazans, compôs o hino que a tornou conhecida em todo o Brasil. “Essa ciranda quem me deu foi Lia, que mora na Ilha de Itamaracá”.

Em 1977 Lia gravou seu primeiro disco continuando a cantar na ilha, onde jamais deixou de ser a “Rainha da Ciranda”. Somente 23 anos depois gravou o primeiro CD “Eu Sou Lia”, lançado pela Ciranda Record em outubro de 2000 no Teatro Rival-RJ, localizado na Cinelândia, reduto da boemia carioca e distribuído pelo selo carioca Robdigital. Em novembro de 1997 a Ciranda Produções inicia um trabalho com a artista. Mas o marco definitivo do retorno de Lia, foi a antológica apresentação no Abril Pro Rock/1998, com doze mil pessoas, jovens na sua maioria, se embalando ao som das cirandas de Lia, como num transe coletivo...

A cirandeira fez belíssimas apresentações com grande sucesso em vários estados brasileiros, conseguindo grande reconhecimento por parte da imprensa e público. “... foi um dos mais belos espetáculos já vistos no Teatro Alberto Maranhão, desde sua inauguração, há quase cem anos. Lia rainha, elegante, bela negra faceira, magnífica, graciosa, soberba encantou a platéia com sua ciranda incomparável, que ela canta e dança como uma deusa. Com a leveza de mil anjos.” (Woden Madruga, Tribuna do Norte/RN 20/08/2000).

“A autenticidade de seu canto, de sua arte, enfim, impressionou os cirandeiros improvisados no Dragão do Mar. Alguns chegaram a beijar sua mão, numa demonstração clara de reconhecimento à sua majestade. Muitos outros, mais tímidos, limitaram suas declarações de admiração a gritos de “maravilhosa” e aplausos fartos.” (Emerson Maranhão, O POVO/Fortaleza, 1º de junho/2000).

“Cirandeira que se tornou símbolo da cultura popular de Pernambuco, lança disco após 23 anos em show no Rio de Janeiro com casa lotada. O jogo desarmado da voz arrepiante e percussão imantada sob leve intromissão de sopros tem um fecho de luxuosa simplicidade”. (Tárik de Souza, Jornal do Brasil – 15 de julho/2000).

Final de 2000 Lia realizou turnée pelo Brasil afora, apresentou-se no evento Mossoró em Canto no RN, no Rio de Janeiro dos CIEPs, à convite da Secretaria de Educação do Estado do Rio de Janeiro, participando do Projeto Paz nas Escolas, que é uma parceria da UNICEF e o Estado do Rio de Janeiro. Fez grande lançamento nacional, no Teatro Rival, com dois especialíssimos convidados: Zé da Velha e Silvério Pontes, duas jóias raras da cena carioca, respeitadíssimos na praia do chorinho e gafieiras. Os chorões que participaram da gravação do primeiro CD de Lia em duas faixas, também estão com disco novo na praça e o lançamento contou com a participação na menos especial de Luciene Menezes do Dobrando a Esquina, e Cristina Buarque, as duas, juntamente com a Inês Perdigão e Adriana BB, fizeram backing-vocals para lia por ocasião da última estadia da cirandeira no Rio, na UERJ.

Lia retorna à sala Sidney Muller, da FUNART, onde lotou nas duas apresentações que fez. Em São Paulo, além de várias casas noturnas, Lia abriu o Projeto Balaio Brasil no SESC – Belenzinho, Lia faz parte do mapeamento musical realizado pelo Itaú Cultural, Projeto Rumos e Tendências Musicais, com lançamento previsto para julho pelo selo pernambucano Candeero.

Lia sempre exerceu paralelamente à sua arte, que é a sua profissão de cozinheira. Na juventude ela trabalhou num restaurante à beira mar, onde nos fins de semana ela comandava a roda de ciranda. Em 1980, passou a trabalhar como merendeira numa escola pública na Ilha de Itamaracá, onde nasceu e sempre levou junto o nome da ilha.

A cantora Lia de Itamaracá esteve em Paris, onde chegou no dia 01 de julho de 2001, e permaneceu até o dia 20 de julho de 2001. O cd “Eu Sou Lia”, foi lançado na Europa e no Japão pelo selo francês Arion e cumpriu temporada de shows com o apoio da n@net (Bairro Novo – Olinda/PE), das Prefeituras de Paulista, de Olinda e da Fundação Palmares. As Prefeituras do Recife e do Cabo de Santo Agostinho, apoiaram a cirandeira fechando apresentações.

Lia impressionou o músico francês Manu Chao quando foi convidada por ele para fazer a abertura do seu show aqui no Recife, em novembro/2000 para um público de 15.000 pessoas, e a mesma foi aplaudida intensamente.

Na sua primeira tournêe pela Europa, Lia encantou e mostrou sua ciranda aos franceses e alemães nos dias e locais abaixo relacionados:
Dia 03/07/2001 – Favela Chic
Dia 07/07/2001 – Divan du Monde
Dia 08/07/2001 – Festival de La Goutté D’Or (Festival Africano)
Dia 12/07/2001 – Latina Caffé
Dia 13/07/2001 – Marroquinerie
Dia 14/07/2001 – Divam du Monde
Dia 18 e 20/07/2001 – Berlim