Grupo Fethxá

Situada no Agreste de Pernambuco, a Tribo Fulni-ô fica no município de Águas Belas e compreende uma área de 11.500 hectares e de 4 mil habitantes. Massacrados pela colonização, os descendentes Fulni-ô em Águas Belas lutam constantemente para manter sua cultura, fortalecendo as tradições e quebrando preconceitos através de apresentações por todo o Estado.

A preservação de sua cultura tem sido a principal arma para a sobrevivência da aldeia. O resgate de tradições quase esquecidas por muitas tribos, a valorização da sabedoria dos mais velhos e a alegria de festejar, fortaleceram a tribo que hoje resgatou muitos jovens angustiados por ser índio, num país que não valoriza e tão pouco compreende o que isso significa.

O Fethxá ou Sol, para que entendam melhor o seu significado, nasceu de um anseio de permitir à sociedade brasileira e mundial uma maior compreensão do ser índio, desmistificando preconceitos e colocando a importância do respeito às tribos e suas reservas.

O grupo tem cinco anos e é formado por doze índios que moram na aldeia de Águas Belas e falam o Yathé e o Português, continuam a transmitir as tradições que lhes foram ensinadas.

O Fethxá apresenta suas tradições em forma de espetáculos ou de show. O espetáculo á a forma mais tradicional. Conduzidos pelo apresentador os índios em conjunto cantam e dançam ao som dos maracás. A apresentação é dividida em três partes: a religiosa, a histórica e a festiva.

A parte religiosa é representada pelo Toré, uma tradição de sincretismo religioso que pede aos Deuses que ilumine seus caminhos, que tenham fartura e que todos vivam bem.

A história refere-se à Cafurna, é o momento em que através das músicas são contadas as histórias de seus ancestrais e outros acontecimentos mais recentes de caça, pesca, guerra e são repassados os valores da tribo aos mais jovens e reafirmados pelos mais velhos. A dança lembra muito as quadrilhas e cirandas.

O samba de coco é uma apresentação musical onde os índios tocam esse ritmo que só é encontrado entre os Fulni-ô, uma espécie de samba com uma batida com o Coco que é fruto da miscigenação entre os índios e descendentes africanos na época em que a região era cercada de quilombos.

Os figurinos são feitos de Crauá, uma vegetação típica do Sertão, e palha de Ouricuri, e pintadas com tinta de madeira da Umburana e da pedra Tauá.

O Grupo Fethxá normalmente se apresenta no mês dos índios nas escolas do Estado, mas já fez algumas apresentações de sucesso em eventos junto com artistas do Estado, como: Lia de Itamaracá, Pernambuco em Concerto, Projeto Diversão de Verão – Igarassu, Projeto Ciranda de Ritmos, Participação do CD Rumos Musicais – Itaú/2001 e Carnaval 2000/2001.