Cavalo Marinho Boi Brasileiro

A brincadeira de Cavalo Marinho existe entre as vilas e os canaviais da Zona da Mata Norte de Pernambuco, envolvendo música, dança, encenação, poesia e improviso. Uma noite torna-se insuficiente diante da imensidão de toadas, loas e personagens que envolvem o folguedo até o amanhecer. Normalmente as apresentações duram em torno de sete horas, iniciando por volta das dez horas da noite e perdurando até o clarear do dia seguinte.

O Cavalo Marinho Brasileiro, do município de Aliança, reúne alguns dos folgazões mais tradicionais da manifestação: atores, músicos e dançarinos virtuosos em suas habilidades artísticas e possuidores de décadas de experiência em “brincar Cavalo Marinho”.

O grupo possui um amplo currículo de atividades, o principal período de apresentações é entre os meses de julho e janeiro. Anualmente podemos encontrar o Cavalo Marinho Brasileiro em festas de padroeiras, no Natal, Ano Novo e nas festas de Reis.

Alguns pesquisadores já se encantaram pela beleza cênica e musical do Cavalo Marinho Brasileiro. John Murphy – etnomusicólogo e professor da Western Illinois University nos Estados Unidos, utilizou a música do “banco” do Cavalo Marinho Brasileiro para elaborar sua tese de doutorado em 1991. Sérgio Veloso – Bacharel em música pela UFPE – elaborou sua monografia de conclusão do curso sobre as rabecas da Zona da Mata Norte, pesquisando também o Cavalo Marinho Brasileiro. Gustavo Vilar – especialista em enomusicologia pela UFPE – em 2001 construiu sua monografia utilizando principalmente a música do Cavalo Marinho Brasileiro.

Equipamentos necessários nas apresentações:
1 microfone para rabeca
1 microfone para pandeiro
5 microfones para voz