Ana Lúcia e as Coquistas de Amaro Branco

Tradição e respeito são elementos que compõe a filosofia do coco de Ana Lúcia.

Na época de menina, quando começou a participar com os parentes a amigos da brincadeira do Coco, Ana Lúcia era uma das mais animadas. Lembra que saía nas casas para pedir aos pais das moças que as deixassem acompanhar o Acorda Povo, ato religioso que remonta, na forma de folclore popular, o batismo de Jesus Cristo por São João Batista, cujas canções são levadas na batida do coco. Mulher de pescador, ela começou a cantar aos 17 anos, no bairro olindense de Amaro Branco onde mora até hoje com marido e dois filhos, numa casa de poucos cômodos e móveis.

O Coco para esta mulher sempre foi brincadeira, a melhor do ano, quando fazia roupa nova e participava com fervor da todas as festas.

Ana Lúcia diz: "Eu canto coco com tanta emoção que sempre fiz de graça. Hoje é que o pessoal vem aqui e me pede um preço".