Maracatu Almirante do Forte

Quarenta e dois anos após a Abolição foi criado o Maracatu Almirante do Forte. Seus fundadores, Severino Grosso, Alexandrino Grosso e Mané Grosso, oriundos de Carpina (município da Zona da Mata) inicialmente brincavam no Maracatu Cruzeiro do Forte.

Em 1931 se tornaram dissidentes e resolveram criar outro maracatu. Foram à Capitania do Porto do Recife e escolheram o nome do maracatu graças ao navio “Almirante”.

Foi criado assim o Maracatu de Baque Solto Almirante do Forte, com sede na Avenida do Forte e seu primeiro presidente foi o Sr. Antônio José da Silva. Anos depois o cargo foi para as mãos de sua irmã, a Srª Janaína, e sua sede foi para a Rua da Bacia.

Depois o Maracatu voltou ao comando do Sr. Antônio José da Silva e a sede seguiu para a Estrada do Bongi, onde se encontra até hoje, no número 1319.

Mas a história do Maracatu almirante se transforma em peculiar quando sua Calunga foi batizada no rito Nagô com o nome de “Dona Meninha”. Com isso o maracatu passou a ser Nação, também seguindo do rito Nagô, passando de Baque Solto para Baque Virado em 1970.

Hoje o Maracatu Almirante do Forte é uma Nação Nagô, tem a mais velha Dama de Paço, Srª Josefa Maria da Silva, mãe do atual presidente, o Sr. Antônio José da Silva Neto.

Em 2006 está sendo criado o acervo da Nação Almirante do Forte e será lançado o CD comemorativo dos 75 anos desta tradicional agremiação carnavalesca/cultural pernambucana!